Segregação: uma palavra bonita com significado horrivel: o ato de separar diferentes raças umas das outras nas mesmas instituições, p ex. bairros, condominios, restaurantes, etc. A India e bem conhecida por separar as pessoas por castas (classes sociais). Ja melhorou muito, me disse minha ajudante. Antigamente os dalits (membros da classe mais baixa) nao encontravam alguem para cortar-lhes os cabelos, por exemplo, pois nao podiam ser tocados. Imaginem isso, nao ter o direito de ser tocado por ninguem, nem em situações de extrema necessidade como no caso de uma doença. E as vezes a gente nao entende porque o mundo esta desse jeito. Mas eu pensei nisso hoje nao pelos indianos, mas porque pela enesima vez tentei introduzir meu filho num grupo de crianças coreanas que brinca toda tarde no meu condominio. Não tem jeito, mesmo sendo expatriados como nos, vivendo fora de seu pais, eles nao se misturam. Encontraram seus iguais e se juntaram. E fecharam o grupo para novos e diversos membros. Acho que nos brasileiros somos mais flexiveis no quesito misturança, estamos acostumados com nosso pais tão diverso e tão lindo. Nunca vou entender o ato de diferenciar pessoas. Pra mim so existe uma raça da qual todos nos somos parte: a raça humana. E ponto.
Thursday, July 28, 2011
Monday, July 25, 2011
Fotos
Wednesday, July 20, 2011
Meditando...
A meditação e conhecida por acalmar a mente e o coração. Para meditar, precisamos esvaziar a mente e focar no vazio, o que e uma tarefa, digamos, quase impossivel.
Mas uma coisa que garante o esvaziamento da nossa mente e livrar-se da bagunca fisica. E quem me conhece um pouco sabe que venho insistindo nisso ha tempos. A sensação de ordem que toma conta de nos quando arrumamos um armario, por exemplo, e impagavel. Comece ordenando as coisas por grupos, coloque cada um no seu canto. Organize em caixas, limpe a mesa, arrume a cama, esvazie uma prateleira. Manter coisas por razoes sentimentais esta ok, desde que caiba em uma caixa media. Livre-se das coisas que voce usaria, mas de fato não usa. Devolva o que não e seu, na sua casa somente fica o que lhe pertence. Evite o desperdicio, ja disse uma amiga que "o dinheiro nao aceita desaforo". Faça o que tem que fazer e nao postergue (isso foi mais pra mim do que pra qualquer pessoa), faça aquele exame, responda aquele e-mail, lave as janelas. Uma coisa que funciona bem aqui em casa: antes de dormir, reserve dez minutos e arrume o que consegue, junte as revistas, dobre algumas roupas. Alem de organizar, o oficio nos prepara para dormir bem pois deixa nosso corpo ciente de que esta cansado. Garanto que isso impulsiona nossa energia e nos encoraja a iniciar novos projetos.
Mas uma coisa que garante o esvaziamento da nossa mente e livrar-se da bagunca fisica. E quem me conhece um pouco sabe que venho insistindo nisso ha tempos. A sensação de ordem que toma conta de nos quando arrumamos um armario, por exemplo, e impagavel. Comece ordenando as coisas por grupos, coloque cada um no seu canto. Organize em caixas, limpe a mesa, arrume a cama, esvazie uma prateleira. Manter coisas por razoes sentimentais esta ok, desde que caiba em uma caixa media. Livre-se das coisas que voce usaria, mas de fato não usa. Devolva o que não e seu, na sua casa somente fica o que lhe pertence. Evite o desperdicio, ja disse uma amiga que "o dinheiro nao aceita desaforo". Faça o que tem que fazer e nao postergue (isso foi mais pra mim do que pra qualquer pessoa), faça aquele exame, responda aquele e-mail, lave as janelas. Uma coisa que funciona bem aqui em casa: antes de dormir, reserve dez minutos e arrume o que consegue, junte as revistas, dobre algumas roupas. Alem de organizar, o oficio nos prepara para dormir bem pois deixa nosso corpo ciente de que esta cansado. Garanto que isso impulsiona nossa energia e nos encoraja a iniciar novos projetos.
Monday, July 18, 2011
O espaço entre nos
Ontem acabei de ler um livro maravilhoso que gostaria de indicar. Em ingles chama-se "The Space Between Us", cuja traducao literal seria "O Espaço Entre Nos" de Trity Umrigar, trata da historia de uma familia de indianos que trava uma luta diaria a fim de mater a sobrevivencia. O manuscrito e riquissimo em detalhes reais e faz justiça a realidade da vida dessa gente. Me faz pensar nos diferentes "mundos" que habitamos. Tão perto e tão distantes. De um lado do rio um condominio de luxo, com motoristas, empregadas, do outro, casebres feitos de lona, com criancas completamente desnudas, desnutridas e desesperadas. Mundos diversos com certeza, mas com um objetivo em comum: a felicidade. Essa coisa dificil que todo mundo busca, cada um do seu jeito e que pra mim, e um desafio diario. Mas como disse Aristoteles " Felicidade e ter algo o que fazer, ter algo que amar e algo que esperar" . E eu tenho tudo isso...
Sunday, July 17, 2011
Um dia de Domingo
Hoje cheguei a uma conclusao obvia de que o Domingo a tarde, independente da parte do globo que voce esteja, e sempre meio deprimente. Imagina eu que ficava um pouquinho chateada em Miami, aqui entao... Estavamos acostumados com a mobilidade inerente a vida do suburbio, podiamos nos deslocar pra onde e quando bem entendessemos, fizesse chuva ou sol. Agora dependemos de um motorista que descansa no setimo dia. Pra ajudar estamos na estação das Monções o que significa chuva o tempo inteiro, dai fica bem dificil sair de casa, o que no tempo seco ja nao seria uma tarefa facil. As Indianas vao limpando as ruas imundas com seus saris, arrastando-os pelo chao lamacento, cheias de vaidade, e eu olhando a chuva, sinto muita falta da minhas galochas...
Friday, July 15, 2011
Esperando na Janela
Para entender nossa cidade comparo Pune com Porto Alegre. So que com 8 milhoes de habitantes. As grandes companhias multinacionais, melhores universidades, todas tem lugar aqui o que confere a Pune status de cidade grande. Mas no quesito desenvolvimento e miseria, equipara-se tranquilamente a uma cidadezinha do interior do Nordeste do Brasil. A nossa mudanca ainda esta na alfandega esperando pela documentacao de residentes do pais. Ontem nos registramos na delegacia de policia que nao possui computadores nem canetas suficientes para atender a toda essa gente. Pobreza chocante. Penso que nem preciso de toda tralha que trouxe. Nos temos um teto, agua e uma cama quentinha pra dormir. Ja possuimos muito mais do que nossos vizinhos podem sequer imaginar...
Thursday, July 14, 2011
Dress Code
O codigo de vestir das indianas e bem interessante: nenhuma parte do corpo com apelo sexual deve ficar a mostra. Os ombros, as pernas, tudo completamente coberto, com excessao, pasmem, da barriga! Ai que mundo perfeito! Ninguem liga pros barrigoes a mostra. De acordo com os sabios indianos, a barriga nao e nem de longe sexy, se equivale a um orgao do nosso corpo, igual a um rim por exemplo, ninguem se da conta se o meu e maior ou menor. Estou comecando a gostar dessa gente...
Wednesday, July 13, 2011
Apresentando o blog
O blog da Mãe Itinerante foi criado primeiro, atendendo a pedidos de familiares e amigos carentes de informações sobre nossa família de praticamente ciganos e segundo, para atender uma necessidade pessoal de escrever e emitir minha modesta opinião sobre os acontecimentos ao meu redor.
Depois de deixar o Brasil em 2006 e viver praticamente cinco anos nos EUA, entre Florida e Illinois, acabamos de desembarcar na Índia, eu, meu marido e meu filho, para uma experiência de três anos no pais.
Um misto de excitação e medo do desconhecido toma conta dos três. Ou melhor dos dois! Eu como mae comum que sou, sinto agora uma culpa enorme, gigante. Pobre do meu pequeno Krishna, já acostumado com sua escola, seus amiguinhos sua vidinha, teve que mudar para o que lhe garantiram ser uma vida melhor e cheia de aventuras, quando a única grande aventura que lhe interessa no momento e pedalar sua pequena bicicletinha pela pacata rua do subúrbio onde morava.
Aqui vamos dividir nossas alegrias, angustias, cenas comuns e incomuns de uma vida longe de casa, longe dos amores, mas principalmente o trajeto de uma família feliz, cheia de amor e muito grata por todas as bênçãos recebidas.
Um beijo
Juliana
Depois de deixar o Brasil em 2006 e viver praticamente cinco anos nos EUA, entre Florida e Illinois, acabamos de desembarcar na Índia, eu, meu marido e meu filho, para uma experiência de três anos no pais.
Um misto de excitação e medo do desconhecido toma conta dos três. Ou melhor dos dois! Eu como mae comum que sou, sinto agora uma culpa enorme, gigante. Pobre do meu pequeno Krishna, já acostumado com sua escola, seus amiguinhos sua vidinha, teve que mudar para o que lhe garantiram ser uma vida melhor e cheia de aventuras, quando a única grande aventura que lhe interessa no momento e pedalar sua pequena bicicletinha pela pacata rua do subúrbio onde morava.
Aqui vamos dividir nossas alegrias, angustias, cenas comuns e incomuns de uma vida longe de casa, longe dos amores, mas principalmente o trajeto de uma família feliz, cheia de amor e muito grata por todas as bênçãos recebidas.
Um beijo
Juliana
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